segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sapos. O que você faz com eles?

Caro leitor internauta, sempre fui uma pessoa tranquila, da paz, do diálogo, daquelas que acreditam que tudo pode e deve ser resolvido com cordialidade. Fujo de estardalhaços, de gente escandalosa, gritona e grosseira, seja com um gari ou com um juiz 'bam bam bam', pois creio que todas as profissões são dignas. Ok, mas meu post não se refere à gentileza. Hoje, uma pessoa estressada me perguntou o que eu costumo fazer quando me encontro num estado de irritação extrema. Eu não soube responder, acredita? Sim, porque nunca me estresso, penso sempre no lado bom das coisas, não consigo ficar 'de mal' - prefiro me abster, ignorar do que perder tempo franzindo a testa (cria rugas). E ainda fiquei achando o máximo ser assim, me senti a Srta. Perfeição por isso. Acontece que, horas mais tarde, eu teria a terrível constatação de que isso é uma m****. Por que diabos tenho que ser assim? Já dizia a Maria João: Sapos não foram feitos para serem engolidos!
Recebi uma notícia que me deixou muito, muito, mas muito irritada (como em raras vezes nessa vida!) e agora não sei como canalizar tanta energia. Tem gente que tem muita sorte por eu ser tão educada, sabe caro leitor internauta? E se não é para engolir, então o que faço com esse sapo que está aqui sentado no chão me olhando? Talvez martelar esse netbook fosse uma boa ideia, mas ele não tem culpa. Então pensei em jogar um objeto na parede, mas os pratos da minha mãe também não têm culpa. Encarnar a Amy Winehouse não faz meu estilo nem esporadicamente, infelizmente. Pensei em cantar um mantra, mas não conheço nenhum. Ou quem sabe morder alguém até tirar um pedaço? Essa era minha maior vontade, mas... não, não, ninguém se habilitaria. Por isso resolvi vir aqui escrever para tentar aliviar o grito preso na minha garganta: VÁ PARA A P*** QUE TE PARIU!

Ufa, e não é que o sapo foi mesmo? Amanhã estarei melhor e dou minha palavra (que vale muito) que voltarei a ser a pessoa educada de sempre!

Ps.: se alguém tiver alguma técnica para exorcisar, me conta nos comentários. Acatarei sugestões. Obrigada pela compreensão!

sábado, 29 de maio de 2010

Cupcakes

Caro leitor internauta, que saudades!
Hoje vim postar uma delícia para você. Não sei se já contei aqui, mas adoro culinária. Pois é, gosto de receitinhas práticas, com muito tempero, gostosas e que encham os olhos (além da pança). Mas minhas preferidas são as doces, de preferência com muito chocolate. Daí outro dia vi na TV sobre a moda dos cupcakes em festas e até cafeterias especializadas. Cupcake é um bolinho tipicamente americano e a tradução literal significa 'bolo no copo' (ou 'bolo na xícara', como conhecemos por aqui). É feito de uma massa simples e o que dá o toque e faz a fama é a cobertura. Permite você inventar e variar bastante... há uma infinidade de possibilidades de cobertura, já que a massa é tipo um pão-de-ló. Claro que, se você for fazer a massa original, é um pouco mais difícil e sai mais caro porque precisaria de ingredientes importados, como a manteiga americana, por exemplo.

Fiz uma pesquisa na net por curiosidade e achei um site mais lindo que o outro, cada cupcake mais criativo (e delicioso, com certeza) que o outro. Encontrei uma receita fácil no blog Brincando de Casinha (http://brincandocasinha.blogspot.com/) e resolvi brincar de fazer essa guloseima. Na receita desse site, vai banana na massa e cobertura de merengue, mas não coloquei na minha. Fui ao supermercado e comprei quase todos os ingredientes. Digo 'quase' porque não tinha essência de baunilha, daí a moça da padaria (que me conhece) me deu um pouquinho. As forminhas (um pouco maiores que as forminhas de brigadeiro) comprei numa loja de embalagens. Então tá, quarta-feira à noite botei a mão na massa, literalmente. Misturei os ingredientes secos numa tigela e depois coloquei os líquidos. Mexi, mexi, mexi e ufa... cansei! Nossa, há séculos eu não mexia uma massa, mas fiz questão de fazer passo-a-passo sozinha. Dei para o meu irmão a tarefa de espalhar as forminhas pela assadeira (fiz numa fôrma de pizza mesmo). Coloquei um pouco de massa em cada uma delas. Achei bem feinha essa etapa, como você pode ver na foto, mas não se preocupe muito em espalhar certinho na forminha porque depois que a massa cresce, fica bonitinho. É como muitos de nós: depois que crescemos a aparência melhora... risos.


Voltando ao cupcake, minha mãe ficou incubida de colocá-los no forno. Meus primos estavam aqui e fotografaram minha aventura na cozinha. Meia hora depois, estavam prontos! Depois de frios, o Rafa (marido da minha prima), experimentou o primeiro. Resumindo, caro leitor internauta: comeram todos antes mesmo de colocar a cobertura. Claro, quinta-feira, tive que fazer outra fornada. Dessa vez deu tudo certo, processo completo. Ninguém por perto para devorar minhas 12 criaturas antes de totalmente cobertos e decorados. Cobri metade dos bolinhos com ganache de chocolate branco e confetes coloridos e, a outra metade, com ganache de chocolate preto e granulado. Que lindos meus 12 'filhotes'. E estavam bons, viu?


Ah, esqueci de dizer: depois da primeira mordida que o Rafa deu no bolinho, eu disse que o slogan dos meus cupcakes era 'Coma aqui e morra em casa!'. Será que vou vender muitos?


Segue a receita:

Ingredientes para a massa
1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
3/4 de xícara de açucar
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
2 ovos
100 gramas de manteiga sem sal derretida
1 colher de chá de essência de baunilha

Como fazer a massa
1. Pré-aqueça o forno a 180 graus.
2. Espalhe as forminhas de papel do tamanho tradicional dentro de uma assadeira comum.
3. Em uma tigela, misture farinha, fermento, bicarbonato, sal, e açúcar. Em uma outra tigela, misture a manteiga, ovos e a baunilha. Junte a mistura de líquidos à mistura de farinha e mexa bem.
4. Distribua a massa nas forminhas.
5. Quando estiverrem assados (conte aí uns 30 minutos), espete o palito. Se sair limpo, sucesso! Retire-os com cuidado da assadeira e deixe esfriar.
6. Cubra os cupcakes com a cobertura de sua preferência.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Grata surpresa

Caro leitor internauta, costumo dizer que a vida é cheia de gratas surpresas (e ingratas também, eu sei). Nessa semana, umas das surpresas muito boas que recebi foi um e-mail dando a notícia de que meu blog havia sido indicado ao TOP BLOG Prêmio 2010. Quase nem acreditei. Quase tive que fazer uma cirurgia plástica para fechar o sorriso. Mas desisti dessa ideia, para quê fechar o sorriso, não é mesmo?... risos.

Então você deve estar pensando: 'Tá bom, e daí? E o que é isso?'. Segundo o próprio site da Top Blog (http://www.topblog.com.br/): ... é um sistema interativo de incentivo cultural criado no ano de 2008 pela MIX Mídia Digital, destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico TOPBLOG), os Blogs Brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo e categoria descritos no regulamento. O objetivo do Top Blog Prêmio é promover, divulgar e patrocinar a iniciativa dos proprietários de blogs que interagem socialmente pela rede internet com finalidade de compartilhar seus conhecimentos, idéias, experiências e perspectivas, contribuindo solidariamente com o desenvolvimento social e cultural do País.

Agora você deve estar pensando: 'Tá, e o que se ganha com isso?'. O prêmio é uma moto Scooter Honda Lead. Chique, hein? Opa, daí veio outra pergunta: '... mas quem indicou meu blog?'. Foram caros leitores (que não sei ainda quem são) que passam por aqui e apreciam meus textos (por gentileza, identifiquem-se... risos). Ah, não sei exatamente como e nem a quem agradecer. Creio que dizer 'obrigada' seria muito pouco, mas é, com certeza, educado, então agradeço imensamente a todos vocês, que 'me lêem', pela indicação através dessa postagem (obrigada!).

Há algum tempo venho querendo comentar sobre a satisfação que tenho sentido em vir aqui escrever. Essa é uma ótima oportunidade para fazê-lo, concorda? De início, era uma ferramenta só para 'desanuviar' e eu nem sabia quais seriam os rumos do meu blog - e continuo sem saber... risos. Mas o fato é que tudo tomou grandes proporções para mim. Antigamente eu tinha grande facilidade para deixar coisas inacabadas. Sempre faltava algo que me motivasse e esse blog é um marco. Virou um hábito, algo parte da minha rotina, mais um compromisso meu. Pensei que logo teria preguiça ou falta de tempo de atualizar, mas hoje vejo que não importa quanto trabalho ou outros compromissos eu tenha, sempre presto atenção se esse ou aquele assunto pode virar um post minimamente interessante. Isso faz parte da grande mudança a qual me propus passar em muitos aspectos. E daí meus olhos brilham ainda mais quando recebo tantos comentários construtivos e de carinho. Eu ando meio viciada nisso aqui. Sabe quando você tira foto pensando no Orkut? Então, eu vivo de 'antenas ligadas', tiro fotos e planejo coisas para postar aqui... risos. É demais!... risos... E quando paro para postar eu demoro muito (muito mesmo) até terminar o texto. Trago a pauta pronta na cabeça e vou escrevendo, e reviso inúmeras vezes até publicar. Por que reviso? Porque tenho pavor de erros de gramática e de ortografia. Você pode até me convencer de que 2+2=5, mas 'naum ixcreva axim pra mim, pufavô'.

Sobre meu ritual de escrita (parece coisa de bruxa isso... risos), o final do texto é o que mais me preocupa, pois, para mim, não tem nada pior que uma história empolgante com um desfecho brochante (a ordem inversa é bem melhor... risos), você não acha? Penso que devo essa consideração a você e a mim, caro leitor internauta. E, mesmo que o assunto nem seja muito do seu gosto, então que eu faça você, pelo menos, esboçar um risinho ou uma crítica aí do outro lado da tela enquanto lê meu blog, não é? Muita pretensão minha? Talvez. Mas o que seria e nós sem pretensões, desejos, desafios? Nada! A vida seria um simples filme sem cor. Sim, eu também gosto de imagens em preto e branco, mas convenhamos: a vida é bem mais bonita colorida. Concorda? E assim tem sido muito engraçado e motivante (ou seria 'motivador'?) porque as pessoas comentam comigo na rua, no msn, no email, no orkut, aqui na blogsfera, etc., que gostam dos meus textos, que me acompanham, perguntam quando lançarei um livro (quando uma editora caridosa quiser me lançar... risos). É legal porque não tive nenhuma ideia mirabolante e original para ganhar milhões de dólares com um endereço http, basicamente falo do meu cotidiano, dos assuntos mais triviais e reflexivos. E dou minha opinião, sem qualquer cunho técnico-científico, muitas vezes. E o melhor disso tudo é que eu tenho conhecido tanta gente legal e inteligente... que, assim como eu, curte digitar para exprimir um pensamento, uma neura, uma alegria ou qualquer outra coisa.

A que atribuo todo esse feedback que você me dá? Não sei. Quem sabe à verdade e à pessoalidade contida nos meus textos. Por isso, busco transmitir sinceridade e ser comum, sou uma jovem como outras, outros, como você já pode ter sido... com amores e desabores, alegrias, sonhos realizados e tantos outros para alcançar, muitas perguntas e algumas respostas... tudo com verdade, muito bom humor e simplicidade. Porque fazer o simples é bem mais difícil. Eu detesto pegar um texto ou livro e fazer um esforço sobrenatural para captar a mensagem do autor. Esse tipo de escrita dá margem para interpretações distorcidas e eu prefiro as palavras que esclarecem, não as que confundem. Acreditarei sempre que leitura é para todos!!!

E não esquece de votar em mim. É só clicar no logo da Top Blog que está no menu ao lado. É fácil e rápido.
Se eu ganhar, juro que te dou uma carona.

... alguém se arrisca?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tulipas

Feliz segunda-feira, caro leitor internauta!

Cá estou eu (mais do que perdida) tentando fazer um memorial para tentar entrar no Mestrado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Calma aí, antes eu estou tentando é entender como faz o tal memorial porque nunca fiz um e depois, sim, vou escolher o tema para começar a escrever. A seleção do Mestrado só começará em agosto, mas numa hora tenho que 'botar a mão na massa', não é mesmo? O processo todo consiste em 3 etapas eliminatórias, respectivamente: entrega do trabalho, prova objetiva (psicologia e inglês) e entrevista. Sei que é muito difícil passar, mas tentar é preciso. Ou seja, a palavra da vez é 'tentar'... risos.

Pois é, no meio de tanta metodologia científica parei para postar. Semana passada, minha avó e minha tia (que também é minha madrinha) chegaram de um pequeno tour pela Holanda e Noruega. Quando soube que elas passariam pela Holanda logo pensei: tulipas! Sim, caro leitor internauta. Tulipa é minha flor preferida. Acho linda, perfeita. Você não acha? As fotos que elas tiraram nos jardins holandeses são incríveis, tulipa para todo lado de todas as cores, inclusive negra. Depois lembrei que a Noruega é a terra do bacalhau, mas isso não me interessa muito.

Bom, honrando uma mania que (quase) todo turista tem, minha tia trouxe lembranças de lá para toda família. Claro que vou pedir para você pensar, caro leitor internauta! Que graça teria ficar aqui escrevendo só para mim mesma? Vamos interagir... adivinhe o que ganhei. Um pacote de bacalhau? Não. Tulipas? É quase isso: um pacote de bulbos de tulipas coloridas, um pirulito de tulipa (que não pretendo comer e só entendi a palavra 'glucose' na embalagem... risos). Ambos os presentes estão nas fotos desse post (acima, ao lado e abaixo). Ah, e ganhei um brinco prateado bem lindo (esse último esqueci de fotografar). 

Daí começou a grande questão: como plantar e cultivar tulipas? A embalagem é explicativa, mas não o suficiente. Corri para o bom e velho (ou nada velho) Google e comecei a pesquisar. Descobri que essa flor é, originalmente, da Turquia e pertence à família das Liliáceas, típica de climas frios. Opa, então estou no lugar certo - no sul do Brasil. Aqui no nosso país, o único senão, é que depois de terminada a floração, que vai durar cerca de duas semanas, você terá que substituir os bulbos para obter nova florada. Isso porque, para aproveitar os bulbos que já floresceram, você teria de retirá-los da terra e submetê-los a um tratamento bastante complicado, no qual o controle da temperatura é fundamental para dar bom resultado - o que não vou poder fazer, claro. Ah, o prazo para plantá-las é até o final do outono. No jardim os cuidados com as tulipas são básicos: o solo bem drenado, ou seja, que não encharque, evita o risco de apodrecimento dos bulbos e a incidência de luz direta do sol, nos horários com a temperatura mais amena do dia. Então combinei com a minha mãe para plantarmos os bulbos numa floreira grande. Assim, não corremos o risco de nossos cachorros as pisotearem e podemos mudá-las de lugar quando chover demais.

Depois de tudo isso, lembrei também que na Holanda a maconha e a prostituição são legalizadas (sim, sim... lá, há coffee shops que nada têm a ver com café, são lugares apropriados para consumir a droga e as prostitutas têm carteira de trabalho assinada). Acredite. É verdade! Já pensou se o Brasil resolve aderir a essas filosofias, caro leitor internauta? Muitos jardins seriam enfeitados com vasos da 'erva danada' e a Previdência Social iria, de vez, à falência.

Boa semana, queridos!

sábado, 22 de maio de 2010

O Peso das Escolhas - por Solange Maia

Hoje meu post traz um poema maravilhoso da minha colega da blogsfera Solange Maia (http://eucaliptosnajanela.blogspot.com/). Esqueça aqueles poemas cansativos e complicados a ponto que você tenha que ler com o dicionário do lado, caro leitor internauta. Essa paulista de 43 anos escreve com uma beleza e uma simplicidade ímpares. Aqui fica uma singela homenagem a quem me faz compartilhar dos mesmos achismos e sentimentos nos seus textos constantemente.


O Peso das Escolhas

acho que foram escolhas tortas, espirais.
mas as faria de novo, me conheço.

talvez os caminhos pudessem ter sido outros,
talvez menos densos, talvez mais refletidos.
tantos enganos, tantos equívocos.
porque muitas vezes continuei embora devesse ter parado,
porque mantive mágoas transversais na garganta,
e fiz um esforço desumano para tentar a indiferença diante do que me consumia.

não sei se por cansaço ou por desprovimento.
e hoje não sei como ponderar o preço das escolhas.

é que em mim é sempre muito difícil esquecer o que podia ter sido.
é que fui feita para acreditar.
e, sinceramente, procuro algo que me leve adiante,
e não de volta.

Por Solange Maia

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Arte de Tentar Psicologizar

Bom dia, caro leitor internauta!

Eu sumi, não é mesmo? Minha última postagem foi há 5 dias. Um recorde!... risos. Pois é, por conta das chuvas incessantes que têm ocorrido aqui em Santa Catarina, eu fiquei uns dois dias sem internet (nos outros três não tive tempo). Choveu meeeesmo por aqui, o segundo maior volume em 89 anos. É mole? Eu já não aguento mais ligar a TV e ouvir falar em chuva. Até já decorei a fala do metereologista: '... hoje o tempo será nublado com pancadas de chuva. Nas próximas horas, alertamos para o aparecimento de uma frente fria e um ciclone extra-tropical...'. Aliás, esse tal de 'ciclone' já está virando um tipo de 'primo' próximo que aparece quase toda semana na casa dos 'parentes' sulistas, em especial, os que moram no litoral. Já estamos virando pinguins! Culpa de quem? Da natureza? De Deus? Que nada, culpa de nós, humanos, que poucas vezes somos humanos, de fato, com o mundo em que vivemos. Desmatamos, jogamos lixo no chão, etc. Qualquer hora, esse assunto renderá um post.

Mas enfim, hoje a minha postagem refere-se à estranheza que tenho na aplicação de alguns conceitos ditos aleatoriamente, sem propriedade, por qualquer pessoa. Percebo, com frequência, que as pessoas têm a mania de usar termos de algumas profissões sem saber seus verdadeiros significados. Com a minha profissão? Ulalá, não é diferente. Aliás, acho que a Psicologia é uma das áreas que mais possui seus termos utilizados, indevidamente, na 'boca do povão'. Acredito que esse hábito está ligado à falta de conhecimento e informação das pessoas, o que as leva a vulgarizar um termo que desconhecem, mas que usam como se tivessem a nítida noção do que estão falando. A Medicina é outra 'vítima' dessa prática que nossas mães e avós conhecem bem. Se você diz que está com dor de barriga ou de cabeça... nossa, lá vem uma lista gigante de diagnósticos com seus respectivos chás curativos. E ai de você se não tomar!
Bem, denominarei esse hábito de 'psicologizar'. Eu nem sei se o verbo 'psicologizar' existe, mas se não consta no dicionário, acabei de inventá-lo... risos.

O primeiro erro bem comum: achar que psicólogo e psiquiatra é a mesma coisa. Nããão! Aí vai a explicação: o psiquiatra é formado em Medicina e fez sua residência em psiquiatria. Ele receita os remédios para os transtornos em que é necessário intervir com medicação, por exemplo: depressão, ansiedade, esquizofrenia, dentre muitos outros. Além disso, o acompanhamento do psiquiatra é mais espaçado, pode ser uma vez no mês ou a cada 2 meses, 3 meses, 6 meses, dependendo do quadro clínico. Já o psicólogo faz a faculdade de Psicologia e o paciente vai às sessões, no mínimo, uma vez por semana, dependendo da abordagem utilizada (abordagem é o método de terapia que cada psicólogo escolhe para trabalhar. Pode ser abordagem psicanalista, comportamental, existencialista, psicoramática, etc.). Ele não pode receitar remédio, pois essa é uma função exclusiva do psiquiatra. Vale lembrar que é recomendável que todo mundo que faz uso de psicotrópico, faça acompanhamento psicológico também, pois a medicação apenas eliminará os efeitos físicos do problema do paciente, mas sua causa só poderá ser resolvida com terapia. Em contrapartida, nem todo mundo que vai a um psicólogo precisa ir a um psiquiatra ou tomar medicação. Dependendo do caso, apenas a terapia já é suficiente para sanar o problema. Entendido?
Aliás, aqui tenho uma crítica quanto ao uso abusivo de ansiolíticos, anti-depressivos, etc. Não cheguei a contar para você, caro leitor internauta, mas mês passado estive na I Conferência Microrregional de Saúde Mental da Grande Florianópolis que envolvia 14 municípios. Fui à convite da equipe da saúde aqui da minha cidade. O evento reunia vários tipos de profissionais: enfermeiros, médicos, psicólogos, etc. Lá pelas tantas um médico que estava na platéia fez um comentário plausível. Ele disse que hoje em dia as pessoas acham que há comprimido para tudo. Então se a guria vai mal numa prova de faculdade, ela toma um Fluxetina; se a mulher briga com o marido ela toma um Lexotan e por aí vai. É um absurdo! Sou a favor do uso do remédio. É óbvio que em alguns casos é essencial para o tratamento, mas sou absolutamente contra o uso indiscriminado. Temos que parar para pensar quê dificuldade é essa de lidar com as questões emocionais, minha gente. Medica-se o efeito, nunca a causa. Com certeza já devem estar pesquisando uma Pílula da Felicidade e o pior é que terá comprador para isso!
Outro erro: achar que livro de auto-ajuda é Psicologia. Ah, não. Eu nem sei nomear, mas é tanta baboseira nesses livrinhos que pode ser qualquer coisa, menos Psicologia.

Mais um erro: todo mundo se acha meio psicólogo. Ontem estava tomando café da manhã e assistindo a Ana Maria Braga. Estava rolando um bate papo sobre festa de casamento. De repente, o fotógrafo convidado do programa solta essa: 'Quando a noiva fica muito nervosa, eu viro o psicólogo dela.'. Ahhhhh, pára, né? Tive um 'momento Amy Winehouse' nessa hora. Fiquei muito irritada. Por que fiz 5 anos de faculdade, então? Era suficiente eu ter feito um curso de fotografia para virar psicóloga e ninguém me avisou nada? Como assim?

Mais um erro: confundir terapia com terapêutico. Geralmente, as pessoas dizem: '... fazer tal coisa, para mim, é uma terapia.'. Não, não é não. Terapia é o que se faz com o psicólogo. Fazer artesanato, andar de bicicleta, ir na academia, dançar, tocar um instrumento, ou qualquer outra coisa que te faça bem é terapêutico. Escrever nesse blog é terapêutico para mim, mas terapia eu faço bem longe daqui.
Sem contar nas vezes que vejo qualquer criatura falando de inconsciente, subconsciente, interpretação de sonho... faz doer os ouvidos... risos. É muita imaginação!
Acho tudo isso, no mínimo, cômico (para não dizer trágico).

Será que Freud explica?!

domingo, 16 de maio de 2010

Vamos viver a vida?

Pois, acabou a novela 'Viver a Vida' da Globo e eu, noveleira-das-nove assumida que sou, não poderia deixar de comentar sobre isso. Antes, digo que sexta-feira combinei de sair com uns amigos. O combinado era sair só depois que a novela terminasse. Beleza, enquanto ouvia o Jornal Nacional fui me arrumando. Troquei de roupa, calcei as botas, soltei e cabelo e prendi só um lado com uma presilha, coloquei um brinco e fiz a maquiagem (a parte mais demorada e que mais gosto). Sentei no sofá e grudei os olhos na TV para assistir o capítulo final do folhetim. Assisti a tudo com ar de nostalgia (sempre fico assim quando uma novela termina). Gostei de algumas coisas e fiquei decepcionada com outras. Dentre as que mais me decepcionaram está a participação coadjuvante da dita protagonista Taís Araújo. Mas enfim, quando começou a parte da personagem Luciana (belamente interpretada pela Alinne Moraes), ai caro leitor internauta, eu chorei demais. Sim, eu choro mesmo vendo novela. Sei que pode ser brega, mas eu choro. Achei muito bacana e confortante ver a transformação pela qual a personagem passou. Suas conquistas, principalmente, me fizeram de alguma forma, me ver ali também... nas que já conquistei e nas que ainda desejo conquistar. Resumindo: quando tudo terminou, eu estava igual a um urso panda, com os olhos borrados de rímel. Tive que correr para o espelho e retocar tudo.
Devo mencionar que esse blog também virou realidade por inspiração ao blog da personagem Luciana. Essa parte da história sempre emocionou muito. É incrível o poder que a mídia tem - tanto bom quanto ruim. Eu sei que há quem se negue a ver novela das 9 e respeito a opinião dessas pessoas. É justamente para isso que existe o controle remoto: para mudar de canal quando a programação não está agradando. Porém, no meio de tanta tragédia e notícia ruim dos telejormais, depois de um dia de correria e muito trabalho, eu me reservo o direito de tomar um banho, vestir meu pijama e assistir algo leve e que me faça a suspirar, rir, fantasiar mesmo. Outra coisa: a novela tem um grande poder de trazer à tona assuntos polêmicos, tem caráter de utilidade pública. E por que estou com esse 'conversê' todo aqui com você? Porque eu e meus amigos batemos o maior papo sobre isso, em especial, a Andresa e o Vanderlei que são noivos e ele é cadeirante. Há 14 anos ele ficou paraplégico num acidente e eles enfrentaram muitas coisas para ficar juntos. Eu, com muita honra, serei madrinha de casamento deles em novembro (pronto! Não resistí e contei!). Chegamos à conclusão que essa novela serviu, como tantas outras já serviram e ainda servirão, como um convite para milhares de pessoas, de todas as classes, à reflexão sobre seus preconceitos, a esclarecer dúvidas e a quebrar muitos tabus. O autor, Manoel Carlos, sabiamente, trouxe para dentro das nossas casas a realidade dos cadeirantes do Brasil, seja na questão da acessiilidade, da sociabilidade ou da discriminação.
Está curioso para saber o que mais gostei? Aí vai: o que mais gostei  foi o modo como a Luciana viveu sua vida de tetraplégica. Ela não se colocou como uma vítima do destino, do acaso ou 'nas mãos de Deus'. Vamos lá, é demais 'passar a peteca' só para o Cara lá de cima, não é mesmo? Penso que somos responsáveis por nossas escolhas, embora reconheça que, às vezes, o destino também dá sua contribuição. Mas a Alinne Moraes atuou como tantos anônimos atuam diariamente na vida real. É incrível lembrar de exemplos que, como a Luciana, conseguem ser felizes e lidam bem com a nova realidade, com as maiores adversidades... pessoas as quais sua maior qualidade é a resiliência, a capacidade de se regenerar e transpor obstáculos, inclusive o próprio Vanderlei ou o Rogério que é tetraplégico e vereador aqui na minha cidade, ou a Mara Gabrilli e tantos outros. A personagem era encantadora por conta da sua perseverança, mesmo com seus medos e com suas vitórias, comum a todos nós, independente de sermos andante ou cadeirante, com deficiências físicas ou pior: com falhas de caráter. Demonstrou, com veracidade e sutileza, que o amor vai muito além dessa condição de estar de pé ou não. O importante é estar de pé diante da vida. Na verdade, você não ama o que vê, você ama como aquela pessoa enxerga e encara o mundo.

E você, caro leitor internauta, como tem vivido a sua vida?

sábado, 15 de maio de 2010

6 coisas que você não sabe sobre mim:

Outro dia fui indicada pela fofíssima-amiga-net Naty Araújo (revelandosentimentos.blogspot.com) em seu blog para escrever 6 coisas que você ainda não sabe sobre mim. Fiquei aqui pensando e achei essa tarefa complicada, caro leitor internauta, pois você pode ser tanto um amigo net quanto um amigo pessoal que convive comigo, o que dificulta eu escrever para surpreender ambos os perfis de leitores.. risos.
Mas vamos lá... se você já souber de algum tópico, por favor, pule para o seguinte.

1. Eu tenho medo de cobra, gato e agulhas. Mais de cobras e de agulhas. Acho que morro se eu, algum dia, chegar perto de um réptil desses e as agulhas eu até encaro, depois de passar meio mal (tontura, calafrio, taquicardia, suor, etc.).

2. Eu já andei de helicóptero. Faz uns 12 anos e odiei... balança muito, prefiro a sutileza dos aviões mesmo.

3. Eu converso com o William Bonner enquanto ele apresenta o Jornal Nacional. Aliás, quando ele ou a Fátima Bernardes fazem matérias ao vivo fora do estúdio e têm que se despedir um do outro, eu sempre digo: 'Ah, diz que ama ela!'. Ele nunca atendeu o meu pedido, não sei porquê. Mas me contento com sua madeixa grisalha e seu 'boa noite!'.

4. Eu amo gente. Vai ver é por isso que sou psicóloga. Mas já me imaginei sendo médica ou jornalista.

5. Eu reparo nas sobrancelhas das pessoas. E ninguém toca na minha, sou eu mesma que estou sempre com uma pinça por perto.

6. Meu maior sonho é ter filhos. Precisa explicar?

Agora minha tarefa é indicar outras pessoas para falarem 6 coisas sobre si mesmas que (quase ou) ninguém saiba. Indico:
Erica Vittorazzi
Carolina Strutz
Karla Oliveira
Ana Paula Freitas
Solange Maia

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Em clima de Copa do Mundo

Olá, caro leitor internauta!

Depois de tanto 'bafafá' eu resolvi escrever sobre a escalação do Dunga. Siiiim, eu entendo (um pouco) de futebol. Claro que não sou a versão feminina do Paulo Vinícius Coelho (uma enciclopédia ambulante de futebol) e nem o Juca Kfouri (um comentarista brilhante), mas, pelo menos, eu sei o que é escanteio, tiro de meta, lateral e o polêmico impedimento (que quase nenhuma mulher sabe o que é). Aliás, você pode acompanhar o PVC e o Juca no Linha de Passe, que é uma mesa redonda nada a ver com aqueles programas esportivos chatos aos quais estamos acostumados. É uma programa de discussão mesmo, livre de censura e que mais parece a extensão da sua sala de tv, é muito engraçado. Vai ao ar todas as segundas-feiras, às 21hs, na ESPN Brasil. Eu recomendo!
Bom, voltando ao objetivo da postagem, eu gostaria de dividir minhas expectativas com você, pois aqui em casa o futebol é uma paixão. Meu avô já foi juiz, meu irmão quer ser jogador e meu pai ainda joga futebol (mesmo com seus 100kg - e ele não é a bola, eu garanto). Além disso, Copa do Mundo me lembra reunião em família. Lembro bem da Copa de 90, na qual chorei muito quando fomos desclassifiados com um gol do Caniggia. Em 94, vimos a final todos juntos e depois teve carreata para comemorar o título, assim como em 2002 também fizemos uma tremenda festa. A Copa de 98 e a de 2006 nem vamos comentar, né? Dois fiascos!

Mas era chegada a hora, terça-feira, 11 de abril de 2010 e o país estava ansioso para saber quem ia para a Copa. Caro leitor internauta, eu confesso: queria muito que o Ronaldo Fenômeno fosse convocado. Sou uma eterna defensora dele e não me importa em que time ele jogue, se sai com 'traveco' ou se ele já foi casado com a tosca da Cicarelli. Eu gosto muito dele e acho que os jornalistas pegam pesado esquecendo de tudo que ele já fez pelo nosso futebol e que ele também já está todo 'remendado' de tanta cirurgia. Enfim, sou realista e sabia que isso era quase impossível de acontecer, então fiquei ansiosa por outro jogador, o meu preferido da Seleção. Faça suas apostas, quem você acha que é meu predileto? Kaká? Não, embora ele faça com que meu apelido seja estampado numa camisa oficial do Brasil (aha, por essa você não esperava). Ronaldinho Gaúcho? Não. Adriano? Não. Lúcio? Não. Daniel Alves? Não. Tem aí a opção Nenhuma Das Anteriores?... risos. Veja bem, caro leitor internauta, não queria nem saber se ele convocaria o Kaká, o Ronaldinho Gaúcho, o Adriano, o Neymar, o Pato, o Ganso ou a Arca de Noé inteira, mas eu teria um 'piriri' se o Dunga não levasse o Júlio Baptista. Aham, isso mesmo que você leu. Agora vou explicar: eu adoro o Júlio porque, além de ser ótimo jogador e ter raça pela camisa, ele é muito inteligente. Talvez melhor que isso só o Caio Ribeiro (que jogou no Corinthians, no Flamengo, no Galo, etc) que agora é comentarista da Globo, mas nem joga mais. Vamos lá, você deve concordar comigo que todo jogador dá a mesma resposta genérica para qualquer pergunta que os jornalistas fazem, é igual música sertaneja: todas dizem a mesma coisa, só muda a ordem das palavras. Esse deve ser um quesito de treino obrigatório nos clubes, tipo cobrança de falta e de penalti. Só pode. Agora eu pergunto: você já parou para notar as entrevistas que o Júlio Baptista dá? Se sim, tenho certeza que você compartilha da mesma opinião que eu. Se não, aproveite que começarão as entrevistas por conta do Mundial e lembre-se dessa humilde blogueira. Ele consegue interpretar as perguntas, dá respostas assertivas e tem boa dicção. Opa, e é libriano feito eu. Não é incrível?

Olha, nunca fui fã do Dunga. No início do seu trabalho, achei que não iríamos longe, mas fomos. As coisas engrenaram, ganhamos a Copa América e a Copa das Confederações e nos classificamos para a Copa do Mundo com três rodadas de antecedência (deu tempo de sobra para rir com tranquilidade do apuro da Argentina... hihihi). O que nunca foi longe ou mudou foi o terrível humor do nosso técnico, o que não o faz ganhar a minha simpatia. Não aguento aquela cara de 'bumbum' dele. Mas vou admitir, como torcedora apaixonada, que acho que o Dunga acertou nas suas escolhas. O Adriano já demonstrou não ter muita estabilidade emocional e comprometimento (e também não joga lá aquelas coisas) - o mesmo que acontece com o Ronaldinho Gaúcho: por melhor que esteja no seu clube da Europa, nunca rende grandes coisas vestindo a amarelinha. Tá certo que até outro dia, Grafite para mim era apenas um item de papelaria, agora levar Neymar e Ganso também não dava, certo? Eles são muito jovens, uma Copa do Mundo não é a ocasião mais apropriada para uma estréia na Seleção e acabaram de aparecer, minha gente. Temos que lembrar que salto alto e futebol não combinam. Mas eu morreria mesmo do coração e de desgosto era se não convocassem o Júlio Baptista. Quando vi a foto dele naquele slide da CBF respirei aliviada. Se ele não estivesse naquela lista, eu juro que torceria para nossos hermanos argentinos.

E você, o que achou?


* Caro leitor internauta, aproveito para divulgar o blog da Carolina Strutz, pessoinha linda que se formou na facul comigo e que escreve muito bem. Segue o link: http://dialogosnodiva.blogspot.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010

'Melancia', por Marian Keyes

Hoje quero comentar com você sobre o penúltimo livro que li (esse do título da postagem). Calma, caro leitor internauta, fique tranquilinho que não contarei os desfechos e o final da história.
Outro dia, li (não sei onde), que esse era um dos livros indicados pelo New York Times (não sei porquê), mas acabei comprando-o não por essa referência, mas sim pela curiosidade do nome e pela capa que não sugestionava a temática da história (a menos que fosse sobre alimentação, o que, com certeza, não era). Fiz o pedido e era só esperar chegar. Enquanto aguardava a tal encomenda, resolvi pesquisar na internet sobre a autora.
Descobri que a Marian Keyes (essa da foto) é uma autora irlandesa e é a queridinha das mulheres despojadas, modernas, independentes do mundo inteiro (como eu não sabia disso?). Ela faz sucesso pelo jeito de escrever, é muito atual e fala de coisas cotidianas do universo feminino - o que gera grande identificação com quem está lendo. Com certeza vale a pena comprar o resto da sua coleção: 'Sushi', 'Casório?!', 'Los Angeles', 'Um Best Seller Para Chamar de Meu', 'Férias' e 'É Agora ou Nunca'.
Então fiquei pensando por quê 'cargas d'água' alguém coloca apenas o nome de uma fruta num livro que não seja de nutrição ou coisa do tipo. Pois bem, comecei a lê-lo e fui me surpreendendo. Na verdade, o livro ganhou esse nome pela forma física em que a personagem principal estava quando seu marido decidiu deixá-la (por outra mulher). E estava em 'estado de melancia' porque acabara de ganhar um bebê. Depois disso, ela conta toda a trajetória da personagem abandonada de volta à casa dos pais, todo o turbilhão de emoções; a confusão, a raiva, a recuperação, a tranquilidade e o encontro de um novo alguém.
Mas espera aí... para TUDOOO! Aquela ali era a MINHA história! Claro que com a exceção de alguns detalhes, tipo o tal bebê que (por sorte e juízo) eu não tive. E eu também nunca estive como uma melancia, mas de resto.... meu Deus, como a tal Marian Keyes sabia tudo da minha vida, de tudo que senti, dos meus pensamentos, dos meus medos, das minhas angústias, da minha 'virada de página', sem ao menos me conhecer? Como ela poderia ter publicado um livro com coisas que pensei e senti sem jamais ter pronunciado? Como ela sabia tanto de mim se eu nunca tinha ouvido falar dela até então? (E ela, sem dúvida, nunca ouviu falar de mim até agora... risos). E cadê a minha parte nos direitos autorais?... risos... Putz, como é bom ler um livro assim que você se enxerga ali entre as linhas. Esse é o grande barato da leitura: viajar num mundo que se parece com o seu, mas que foi outra pessoa (que você sequer conhece) que escreveu. Inclusive, a arte dessa mulher que vive do outro lado do Oceano Atlântico me ajudou a elaborar uma pá de coisa e a ver certas coisas de ângulos que eu ainda não tinha visto. Sensacional!!!
Não, se você pensa que se trata de um romance 'chinfrim', meloso e triste de fazer chorar, está muito equivocado, caro leitor internauta: o livro não é um dramalhão mexicano. É rico em detalhes das situações, dos sentimentos, mas não é cansativo ou exagerado. Pelo contrário: é engraçadíssimo, você chora de rir, é leve, irônico, tem palavrão e é absolutamente envolvente na medida certa. Parece que você está batendo o maior papo e dando risada com sua(seu) melhor amiga(o).
Eu simplesmente 'devorei' as 489 páginas em menos de dez dias. Espero que o final dessa história também seja parte da minha, assim como o começo. Recomendo a leitura. Está curiosa(o)? Te empresto o livro, é só avisar.

sábado, 8 de maio de 2010

O corpo fala!

Ai, meu Deus! Estou toda empipocada!
Na verdade, eu estava empipocada só da cintura para cima. Mas foi essa minha constatação quando acordei na última quarta-feira. Há umas três semanas meus pais e meus irmãos viajaram para o oeste do estado e um deles trouxe o vírus da Varicela incubado. Sim, caro leitor internauta, acredite se quiser, eu, uma marmanja de 25 anos, estou com doença de infância: a conhecida catapora. O jeito foi tomar coragem e ir ao médico, pois eu precisava de um atestado para apresentar no meu trabalho. E olha que foi uma coragem tirada das profundezas porque essa doença dá uma dor terrível no corpo. Tomei um banho e caprichei no rímel (porque os meus cílios, pelo menos, estavam intactos... risos).
Cheguei na clínica e nem sentei no sofá da recepção, fiquei de pé mesmo próxima do balcão já que o Dr. Juarez nunca se atrasa e eu tinha chegado em cima do horário. Além do mais, eu não queria colocar os outros pacientes que aguardavam, em risco, certo? Bom, o Dr. me chamou e lá fomos até o final do corredor, já conheço bem esse caminho. Deixa eu contar para você quem é o Dr. Juarez... é uma figura impossível de não ser notada. Ele é clinico geral, deve ter uns 2m de altura, tem um rosto enorme, um cabelo grisalho, pouco menos de 100 anos e é diferente da maioria dos médicos que você já conheceu por aí: sempre tem uma história ou uma metáfora para explicar sobre a doença que você tem. É como se ele puxasse um arquivo dentro do cérebro no momento em que ouve ou constata o nome do seu problema. Aham, eu também acho que ele tem uma memória de elefante. É incrível! Deve ser a versão Beta, Alfa ou sei-lá-o-quê do Google. E se você tem muita pressa, marque sua consulta com ele no último horário da sua agenda.
Então me sentei na frente dele e disse: 'Dr, tô com catapora.'. Ah, mas isso era meio óbvio dada a minha cara mais sardenta que a do Chaves. 'Não tem o que fazer, minha querida, o jeito é curtir essas pintinhas e esperar a pele nova nascer.'. Ah, mas que beleza. Que ótima notícia ele tava me dando! Como se fosse realmente possível 'curtir' uma coisa horrenda dessas! Sem contar que aí cabe uma bela análise psicológica do 'causo' todo, mas deixemos isso para outra hora.
E ele continuou: 'Posso te dar um gel, caso você tenha coceira.'. Sei, então ainda estou no lucro, pois não senti coçar nada. Falei para ele que coceira não tinha, mas que estava com febre, muita dor no corpo e de cabeça. Ele me receitou um remedinho, um gel (se surgisse plurido - esse é o nome bonito da 'coceira', para eu não ficar repetitiva) e me recomendou não tomar Aspirina (de jeito nenhum mesmo, tipo 'nem a pau Juvenal!').
'Sabe, me lembro, como se fosse hoje, da minha aula de infectologia, na faculdade...'
Aí, não falei? Estava demorando, pensei. '... meu professor dizia que a Varicela é como um céu cheio de estrelas. Umas estão mais longe, outras mais perto e, enquanto umas nascem, outras morrem.'. Nossa, que bonito e filosófico, mas na prática eu estava longe (beeeem longe) da beleza de uma noite estrelada... risos.
Enfim, era chegada a hora de redigir o atestado. Lá pelas tantas ele diz: '... por 10 dias...'. Quê? Dez dias de atestado? Ai, caraca. E meus compromissos? E meu trabalho? E meu fim de semana? E minha ida a Floripa para levar minha avó e a tia no aeroporto? Dez dias é muito tempo! Ele fez as contas comigo e dez dias dá até sexta-feira que vem. 'Ah, Dr., mas sexta tenho aula à noite em Floripa. Posso ir?', confesso que fiz uma cara de cachorro-sem-dono (tipo esse da foto) e quase me pendurei no jaleco dele gritando 'Diz que sim, diz que sim, diz que sim, por favor!'
'Tá bom, vá à aula, mas agasalhe-se bem e, até lá, nem pense em sair de casa.'
Voltei para casa, troquei de roupa... voltei para o meu pijama. E por que razão estou contando isso tudo a você, caro leitor internauta? Simplesmente para você fazer o favor de não vir me visitar caso ainda não tenha tido catapora. Como você pode perceber, nunca é tarde demais! Prometo que me contentarei com e-mails, torpedos, scraps e telefonemas de melhoras (e de piadinhas) como meus amigos e parentes já têm feito... risos... Brincadeira, estou contando porque eu já tinha me esquecido do quanto é entendiante ficar em casa sem nada para fazer. Com dias assim isentos de qualquer responsabilidade eu deveria estar contente, poderia fazer meus relatórios, digitar minhas coisas, terminar de ler o livro que estou lendo, mas essa dor no corpo e na cabeça são incessantes e mal me deixam assistir um filme. Para você ter noção disso tudo, eu nem consigo ter vontade de usar o computador (é, está feia mesmo a coisa). A propósito, aproveitei que as dores foram ali tomar um cafézinho e vim escrever esse post para você. Mas logo voltarei para os meus companheiros da semana: termômetro, cobertor e um frasco de Hixizine.
Poxa vida, tudo que eu queria era estar com saúde para voltar ao meu trabalho. Fiquei pensando, pensando e o fato é que, quando estamos muito envolvidos numa rotina frenética, o corpo nos faz, de algum modo, desacelerar. É como explica a teoria reichiana: o corpo fala. Pois é, e o meu gritou!   


* Caro leitor internauta, finalmente consegui carregar no YouTube um dos vídeos da minha aula de trânsito.
Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=bHEk0QDBy68

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Breve-conto do Casaco de Botões

Caro leitor internauta, outro dia tive um sonho o qual não me recordo (meu inconsciente deve saber o que faz!). Acordei e veio subitamente esse conto na minha cabeça de madrugada. É pequeno e o primeiro. Não tenho grandes pretensões com ele, mas achei que seria bacana dividí-lo com você.

Abro meu armário e, dentre as peças mais novas, lá está ele pendurado: o velho casaco de botões, vulgo 'Meu Passado Recente'. Ele poderia ser de qualquer cor. E é, depende dos raríssimos - e inevitáveis - dias em que eu olho. Já foi branco como a paz, azul como o céu, verde como a esperança, amarelo como o sol, rosa como o romantismo, vermelho como a paixão, colorido feito arco-íris e alegria e, até, preto como o luto. Hoje apenas me remete a algo ultrapassado ('ultra-passado'), meio marrom, talvez.
Retiro aquele cabide do guarda-roupas e vou até o espelho do banheiro. Nem ouso desabotoá-lo e vestí-lo. Seria inútil - ainda bem. Coloco-o na minha frente. Viro um pouquinho pra direita, um pouquinho pra esquerda e fico analisando.
De repente, eu constato mais uma vez:
- Nossa! Isso não tem mais nada a ver com você. Não é mais a sua cara. É absolutamente fora de moda!
Volto pro quarto e penduro novamente o cabide. Não serve mais, mas está lá... não posso doá-lo ou jogá-lo fora, pois foi feito na costureira, sob medida só pra mim.

Por Karla Garcia Luiz

* Imagem retirada do site www.deviantart.com

segunda-feira, 3 de maio de 2010

13 (ou 14) Frases de Impacto (ou não!)

Outro dia tive a grata surpresa de encontrar por aí o blog da Erica Vittorazzi (adoropalavriar.blogspot.com). Ela escreve textos curtos e maravilhosos. Li muitos (como se não tivesse mais nada para fazer em plena segunda-feira... risos) e me deparei com uma lista de 20 frases interessantes que ela já tinha ouvido. Eu sei, caro leitor internauta, falei para você no último post que hoje estou inspirada, mas achei a ideia da Erica tão bacana que resolvi 'copiar'. Segue abaixo minha lista:

1. 'Eu te amo SEMPRE mais. Já já estaremos juntinhos pra sempre.'
(Do meu ex-marido na semana que me deixou, por e-mail)

2. 'Você tá me analisando?'
(De todo mundo que constata que sou psicóloga)

3. 'Como você aguentou tanto tempo?'
(Da minha terapeuta, pessoalmente)

4. 'Sua vida tá pra negócio?'
(Do meu pai quando contei que quero saltar de paraquedas, pessoalmente)

5. 'Ai, Ká, que saudades de você!'
(Da Rubia, toda vez que ela me liga. É tipo um 'alô' mais estendido... risos)

6. 'Te amo e fica com Deus, amiga.'
(Da Rubia também, por telefone. Esse é o 'tchau' dela.. risos)

7. 'Chica morena, você tá na posição de escolher e não de ser escolhida.'
(Do Paulo Vitor. É assim que esse amigo-net-querido me chama e me agrada)

8. '19? 20? 21? Ah, você não tem cara de ter tudo isso.'
(De todo mundo que tenta adivinhar a minha idade. Sim, nem cara e nem tamanho, mas tenho 25!)

9. 'Como você emagreceu! Tá muito linda!'
(Da dona graça, mãe de uma amiga, pessoalmente. Qualquer dia escreverei um livro 'Quer emagrecer? Divorcie-se!'. Vou ganhar uma grana!... risos)

10. 'O melhor negócio é ter um P.A.'
(Da Jeovana me aconselhando a ter, digamos, uma 'amizade colorida' já que a tradução literal de 'P.A.' não pode ser colocada aqui. E não, não quero um P.A.)

11. 'Kaká, você sabe quem é o meu pai biológico?'
(Do meu irmão adotivo, recentemente)

12. 'Bem que tu podia casar com o Fiuk, né?'
(Da minha prima de 9 anos. Como é bom ser criança e dar asas à imaginação... risos)

13. 'Pode continuar dormindo. Qualquer hora o vô volta pra te ver.'
(Do meu avô que já morreu, durante um sonho)

Sobrou uma: 'Bom dia, Srta. Alegria! Pronta pra mais um dia?'
(De mim mesma, no espelho todos dias)

Amanhã tem mais!

Agradecimento

Hoje meu coração acordou perguntando por você.
Como navegar é seu hobby, respondi a ele que, nessas horas, o melhor é agradecer por morar na praia!

(Dia lindo hoje por aqui, de muita inspiração e poucas palavras ; ])